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sábado, 22 de janeiro de 2011

Cultivo do Bagre Pangasius

PANGASIUS O BAGRE DO VIETNÃ




Este bagre tem as carac­te­rís­ti­cas que o con­su­mi­dor bra­si­leiro pro­cura, tem tex­tura firme, cor branca, sabor suave e sem espi­nhas. É muito ver­sá­til per­mite vários tipos de pre­pa­ros (gre­lhado, frito, assado e ensopado).

Esta espé­cie se desen­volve natu­ral­mente de maneira rápida, e por não ser car­ní­voro, suporta a cri­a­ção em ambi­en­tes com altís­sima den­si­dade populacional.

Esses moti­vos, asso­ci­a­dos às téc­ni­cas avan­ça­das de cri­a­ção e pro­ces­sa­mento fazem deste bagre uma opção eco­no­mi­ca­mente viá­vel , sendo sucesso nos EUA como quinto pes­cado mais pro­cu­rado e em mais de 240 paí­ses pelo mundo.

Cul­tivo

O Panga® (nome comer­cial), é cul­ti­vado a mais de 1000 anos no Rio Mekong, um dos mai­o­res rios do mundo, loca­li­zado no sudeste asiá­tico. O nome Mekong vem do idi­oma tai­lan­dês e sig­ni­fica, em tra­du­ção livre, “Mãe água”.

A bacia do Mekong é uma das mais ricas do mundo em bio­di­ver­si­dade, sendo que mais de 1200 espé­cies de peixe já foram des­co­ber­tas na região e são uma fonte vital para a dieta da popu­la­ção local.

Além do Vietnã, tam­bém é ampla­mente cul­ti­vado em vários paí­ses da Ásia, incluindo Tai­lân­dia, Nepal, Paquis­tão, Índia, Ban­gla­desh, Laos, Myan­mar, Indo­né­sia e Cam­boja e nas Filipinas.

Nos pai­ses asiá­ti­cos esses bagres são cri­a­dos em vivei­ros de terra , em alta den­si­dade com baixa reno­va­ção de água durante o cul­tivo e são ali­men­ta­dos com rações comer­ci­ais de baixo custo unitario.

Cri­a­dos em regime semi-intensivo em vivei­ros esca­va­dos, ou cri­a­dos em sis­te­mas de cri­a­ção inten­siva de alta den­si­dade, e ainda, em raceways e tanques-redes.

O Pan­ga­sius pode che­gar a 1 kg de peso na des­pesca num período de 6 meses de cultivo, iniciando com ale­vi­nos esto­ca­dos de 20 gramas.

Pos­sue um rápido cres­ci­mento e uma ele­vada taxa de sobre­vi­vên­cia por uni­dade de área (kg/m³), com­pa­ra­dos aos tra­di­ci­o­nais pei­xes cultivados.

É um bagre de água quente tro­pi­cal que cresce a um máximo de 1,3 metros de com­pri­mento atin­gindo 44 kg na natu­reza, vivem em pH 6.5 a 7.5 e a uma tem­pe­ra­tura da água de 22 a 26 °C.

Na fase de ale­vino esse peixe é fito­plan­tó­fago e zoo­plan­tó­fago na fase juve­nil alimenta-se de algas, zoo­plânc­ton, plan­tas supe­ri­o­res, e inse­tos aquá­ti­cos. Na fase adulta ele come fru­tos, crus­tá­ceos e peque­nos peixes.

As fêmeas atin­gem a matu­ri­dade sexual cri­a­das nos vivei­ros esca­va­dos, à par­tir três anos e os machos no segundo ano.

Uma fêmea pode pro­du­zir cerca de 1 milhão de óvulos madu­ros e as deso­vas podem ser indu­zi­das por hormô­nios de extra­tos de hipó­fise e hormô­nios sin­té­ti­cos HCG.
esquema de repro­du­ção do bagre asiá­tico ; fonte FAO

As fêmeas rece­bem duas a três doses de hormô­nios com inter­va­los de seis horas e os machos somente uma dose no final.

A extru­são (reti­rada dos óvulos da fêmea) ocorre cerca de 20 a 24 horas após a última dose de apli­ca­ção e os repro­du­to­res podem ser indu­zido nova­mente com três a qua­tro meses após a desova, e na natu­reza deso­vam até duas vezes ao ano.
incu­ba­dora de 200 litros com larvas

As pós-larvas depois do período ini­cial nas incu­ba­do­ras são leva­das para vivei­ros de terra de 1000 até 5000 m2, povo­a­das numa den­si­dade de 400 a 500 pós-larvas /m2.

Os vivei­ros ( após a cala­gem pré­via de 7 a 15 dias ) são adu­ba­dos com fer­ti­li­za­ção orgâ­nica , dois a três dias antes do povo­a­mento com as pós-larvas e man­ti­dos a uma lâmina dágua de 1/3 do volume total de água .
viveiro com fer­ti­li­za­ção orgânica

A pro­vi­são de ali­men­ta­ção natu­ral riquís­sima em fito e zoo­plânc­ton desen­volve os ale­vi­nos de 0,3 a 1,0 g, em 30 dias .

Após este período são trans­fe­ri­dos, atra­vés de rede de arrasto sele­tiva ,para vivei­ros de terra com até 200 m2 de área na den­si­dade de 100 a 150 ale­vi­nos / m² e cri­a­dos até atin­gi­rem 20 a 25 gramas.

A taxa de sobre­vi­vên­cia para esta fase fica em torno de 60% dos pei­xes à par­tir do povo­a­mento nesta densidade.

O Pan­ga­sius pos­sui res­pi­ra­ção aérea facul­ta­tiva tolera bai­xos indi­ces de oxi­gê­nio ( O2D ) como cerca de 0,05 a 0,1 mg/litro de água.

É um ani­mal extre­ma­mente tole­rante a altas den­si­da­des de esto­ca­gens nos vivei­ros de engorda esca­va­dos e nos tanques-redes.
vivei­ros esca­va­dos acima de 2000 m2

Em vivei­ros esca­va­dos de 1000 m2 até 10.000 m2 de terra com pro­fun­di­dade média de 1,5m e baixa troca de água durante o dia, são esto­ca­dos 20 a 40 pei­xes / m2 , com cerca de 100 gra­mas , e em algu­mas pis­ci­cul­tu­ras mais inten­si­vas uti­li­zam den­si­da­des de até 40 a 60 pei­xes /m2 .

A pro­du­ção mínima obtida no sis­tema de cri­a­ção em viveiro esca­vado com ali­men­ta­ção comer­cial é de no mínimo de 50 tone­la­das /ha e podem che­gar a pro­du­zir 300 a 500 tone­la­das /ha , com pei­xes de 1,0 a 1,5 kg após seis meses de cultivo.

Para cri­a­ção em tanques-rede nos rios do delta do rio Mekong as expe­ri­en­cias são bem suce­di­das usando-se gai­o­las de grande volume (50 a 1000 m3) com a pro­du­ção de 100 a 120 kg/m3.

Sabe-se que no Vie­tinã exis­tem pro­ble­mas sérios com mão-de-obra mal remu­ne­rada, uso indis­cri­mi­nado de anti­bió­ti­cos, desin­fe­tan­tes bani­dos e da polui­ção na água de cri­a­ção do Pangasius.

O Bagre Pan­ga­sius estará sendo sub­me­tido inter­na­ci­o­nal­mente a um rigo­roso pro­cesso de Nor­ma­ti­za­ção e Padrões Glo­bais até final de 2010, obje­ti­vando a comer­ci­a­li­za­ção com somente prá­ti­cas sau­dá­veis e cor­re­tas sobre o ponto de vista da sani­dade, e de açoes socio-ambientais.

No Bra­sil temos impor­ta­ção para uso em aqua­ri­o­fi­lia , mas deve-se ter o cui­dado no con­trole dese ani­mal nos ecos­sis­te­mas aquá­ti­cos bra­si­lei­ros, e o con­trole deve ser rigoroso.

Fon­tes:

FAO. © 2010. - . Cul­tu­red Aqua­tic Spe­cies Infor­ma­tion Pro­gramme. Text by Grif­fiths, D., Van Khanh, P., Trong, T.Q. In: FAO Fishe­ries and Aqua­cul­ture Depart­ment [online]. Rome. Upda­ted 16 Febru­ary 2010. [Cited 28 August 2010]. http://www.fao.org/fishery/culturedspecies/Pangasius_hypophthalmus/en

http://mybelojardim.com/biodiesel-aquicola-a-partir-de-residuos-de-pangasius-e-tilapia/

maté­ria , Zoo­tec­nista Moi­ses Anthero/ago 2010.

2 comentários:

  1. gostaria muito de reproduzir pangasios como faço

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  2. estou começando agora, e quero saber se é possivel reproduzi-lo em um aquario de 1000l.

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